2 de fev de 2010

RÁPIDA VOLTA PELO LITORAL NORTE DE ALAGOAS

¨Viagem transforma. Quebra preconceitos e nos torna humildes. A maior transformação da viagem é a que acontece dentro de nós mesmos.¨



Sábado fomos conhecer um pouco mais do litoral norte de Alagoas. A população daqui diz que o litoral norte é bem mais bonito que o litoral sul. Realmente as praias são muito bonitas, mas os vilarejos muito pobres. 

Compramos a Gazeta de Alagoas domingo, a manchete é “Analfabetismo, pobreza e mortalidade infantil desafiam AL”. Aqui há muitas favelas e muitas grotas. Grotas são espécies de vales urbanos, depressões, descidas. 

Em Maceió, há pelo menos 380 mil pessoas morando nessas localidades ( dados de dez de 2009). Nessas regiões onde dificilmente a polícia entra, impera a lei do silêncio e do poder de fogo dos que controlam as drogas. O estado se mantém detentor dos piores indicadores sociais dos pais, a pobreza atinge 60,42% dos alagoanos e detém o primeiro lugar em analfabetismo, a expectativa de vida é de 66 anos. 

A natureza aqui é muito bonita, o mar verde claro e morno, tem dias que a gente mesmo no fundo consegue ver os pés, mas a infra estrutura e a cultura...

Voltando ao nosso passeio ........ As cidadezinhas têm na sua maioria, casas antigas e a maioria das casas novas são feitas de pau-a-pique (também conhecida como taipa de mão, que consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu amarradas entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. 

Pode receber acabamento alisado e receber pintura de caiação. As casas são muito pequenas, com teto bem baixo e a maioria não possui lavanderia nem tanque, existe lavanderias comunitárias, com 2 banheiros e mais ou menos 5 tanques e as mulheres estendem as roupas na frente das casas na calçada ou nos galhos de arvores, quando lavam a roupa no rio. 

Essas casas não tem quintal e muitas não tem pia na cozinha, lavam a louça em pias improvisadas do lado de fora da casa. O esgoto na maioria dos lugares esta a céu aberto passando pelas portas das casas, muitas vezes na frente de frutarias, bares e lanchonetes, e as pessoas ficam ali também para conversar e etc. Mesmo na cidade de Maceio muitos bairros estão assim.

Na estrada, vimos uma casa sendo construída de pau a pique, descemos fomos ver e conversar com os pescadores que a estão construindo, a família toda estava trabalhando, eles pegaram a madeira da mata e a prefeitura vai levar o barro de caminhão.

Lugares por onde passamos

Paripueira é um município, situado 27 Km ao norte de Maceió. está localizado na Costa dos Corais, e é sede do Parque Municipal Marinho de Preservação do Peixe Boi, lugar onde encontra-se a maior concentração de Peixes-Boi marinhos de todo o nordeste brasileiro, único na America Latina. Paripueira esteve ocupado inicialmente por tribos indígenas, das quais recebe seu nome que significa 'Praias de Águas Mansas'. 

Mais tarde formou uma colônia de pescadores que cresceu, graças a sua proximidade com a cidade de Maceió.

São Luis do Quitunde foi originado de uma pequena aldeia indígena, descoberta em 1624 pelo holândes Albert Sourth. Fica na serra e sua população trabalha com artesanato e nas plantações de cana de açúcar que estão a sua volta. 

Passo de Camaragibe , seu nome tem origem na existência de seus armazéns de embarque, denominados passos e no nome do Rio Camaragibe é o lugar onde nasceu o famoso lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda. Seu principal núcleo turístico é a Praia de Barra do Camaragibe, além das suas praias possui sua grande variedade de ecossistemas como rios, lagunas e frondosos mangues e suas praias são em sua maioria selvagens. 

São Miguel dos Milagres é um dos povoados mais antigos do Estado de Alagoas. Povoado simples de pescador é um dos poucos lugares de Alagoas onde as características sociais e naturais seguem inalteradas, sua principal fonte de renda é a agricultura e a pesca. 

Porto de Pedras, situado à pouco mais de 70 km a norte da capital de Maceió, na margem direita do Rio Manguaba, foi habitado ao longo da sua história por numerosas tribos indígenas, a maioria delas dedicada a agricultura, sobre tudo a cana-de-açúcar, e a pesca. Posteriormente no século XVI foi colonizado pelos portugueses e mais tarde ocupado pelos holandeses.. Seus principais atrativos são: suas belas praias situadas na bela Costa dos Corais, rodeadas de coqueirais e com uma frondosa vegetação cheia de mangues, a grande maioria com piscinas naturais. 

Tatuamunha (nome indígena que significa tatu pequeno). Povoado pequeno na praia do mesmo nome. Sem muita infra-estrutura, a praia é pouco frequentada por turistas, ficando praticamente deserta na maior parte do tempo.